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Milton Friedman

Análise escrita por Roberto Fendt, em 31/10/2008.

Se estivesse vivo, Milton Friedman (31 de julho de 1912 – 16 de novembro de 2006) estaria completando hoje 96 anos. Em um mundo em que se globalizou o Febeapá, Friedman está fazendo falta.

Em recente estudo publicado pelo Cato Institute (“Asset Bubbles and Their Consequences”, 20 de maio de 2008), Gerald P. O’Driscoll Jr. lembra Friedman e sua História Monetária dos Estados Unidos** ao analisar os eventos recentes no mercado financeiro americano.

O’Driscoll argumenta no trabalho que o mercado financeiro americano passou a esperar que o Federal Reserve (Fed) procure sempre compensar os efeitos das quedas dos preços dos ativos financeiros. E o Fed, de Greenspan, como de Bernanke, vem comprovando esse sentimento, ao procurar salvar o maior desses ativos, o estoque de imóveis da economia americana.

É compreensível a preocupação do Fed com a possibilidade de uma deflação. Os exemplos são muitos vivos para serem esquecidos, especialmente a Grande Depressão e a deflação japonesa da década de 1990. O problema é que um viés contra a deflação produz um viés favorável à inflação. Analisando a experiência do período de 1867 a 1879, Friedman mostrou que, a despeito de uma deflação que reduziu à metade o nível geral de preços, “ao mesmo tempo, o crescimento econômico prosseguiu a taxas elevadas”. E concluiu que o período põe em questão a validade do ponto de vista geralmente aceito de que uma deflação prolongada dos preços e o rápido crescimento econômico são incompatíveis.

Essa e outras lições nos deu o velho Milty, presente hoje na memória de todos aqueles que tiveram a ventura de poder com ele conviver em Chicago.


Comentario IF O velho Milty de fato, faz falta, assim como Roberto Campos e outros luminares da Economia. Suas idéias, no entanto, continuam acesas e passo a passo, vão sendo compreendidas. Reconhece-se cada vez mais, mesmo que a duras penas por escolhas politicas equivocadas, que a natureza das coisas não pode ser alterada, especialmente a natureza humana. Que bom que tivemos luminares asim. A luz, aidna que diminuta, sempre foi mais forte do que a escuridão das idéias.