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Instinto escravagista das formigas.

Artigo de Ulisses Alfredo dos Santos Lima, em 06/03/2010.

Este notável instinto foi a princípio descoberto na Formica (Polyergues) rufescens por Pierre Huber, talvez observador mais hábil ainda que o seu ilustre pai. Estas formigas dependem tão absolutamente das suas escravas, que, sem o seu auxílio, a espécie se extinguiria certamente no espaço de um ano. Os machos e as fêmeas fecundas não trabalham; as obreiras ou fêmeas estéreis, muito enérgicas e muito corajosas quando se trata de capturar escravas, não fazem mais obra alguma. São incapazes de construir o ninho ou de nutrir as larvas. Quando o velho ninho se encontra insuficiente e as formigas o devem deixar, são as escravas que decidem emigrar; transportam elas mesmas as suas senhoras entre as próprias mandíbulas. Estas últimas são completamente impotentes; Huber encerrou umas trinta sem escravas, mas absolutamente providas de alimentos da sua predileção, além disto larvas e ninfas para as estimular ao trabalho; ficaram inativas, e, não podendo nutrir-se por si, a maior parte morreu de fome. Huber introduziu depois em meio delas uma só escrava (Formica fusca), que logo começou o seu trabalho, salvou as sobreviventes dando-lhes alimentos, construiu algumas células, cuidou das larvas, e pôs tudo em ordem. Pode conceber- se alguma coisa mais extraordinária que estes fatos bem verificados? Se não conhecêssemos outra espécie de formigas dotada de instinto escravagista, seria inútil especular sobre a origem e o aperfeiçoamento de um instinto tão maravilhoso.

A Origem das Espécies – Charles Darwin

É incrível a semelhança entre Economia e Biologia. Para as pessoas leigas com formação em diversas áreas que queiram entender um pouco de economia de mercado, o melhor é começar a estudar A Origem das Espécies, de Darwin.

Nos países de primeiro mundo a população cresce e se desenvolve escolhendo e tomando suas próprias decisões, tendo liberdade econômica para empreender, criando produtos e serviços para a sociedade em que vive sem nenhuma ou pouca intromissão de burocratas. Nesses países de primeiro mundo a própria sociedade vai crescendo culturalmente e economicamente pelo simples fato de que cada indivíduo usa todo o seu potencial para ele próprio, culminando como uma sociedade tendendo a perfeição.

Eis a grande diferença: em países de terceiro mundo, rumando para o quarto como o Brasil, grande parte da população vive como escrava, trabalhando eternamente para um pequeno número de pessoas que vivem geralmente isoladas numa redoma com seu poder centralizado, geralmente em uma capital federal como Brasília no Brasil, Buenos Aires na Argentina, Moscou na Rússia, Caracas na Venezuela, Havana em Cuba, etc.

Quando os povos dos países centralizados descobrirem que não precisam trabalhar para sustentar as “Formica rufescens” , “Formicas marxistas”, Formicas keynesianas”, que sem pessoas para alimentá-las certamente morrerão no primeiro inverno pois são incapazes de produzir seu próprio alimento, não conseguem nem respirar sem ajuda das Formica fusca ou “ Formica empreendedoras” , Formiga flexivas, “Formica trabalhadoras” que ainda fazem os países onde moram não pararem.


Publicado originalmente em Instituto Federalista
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